Kylie anseia por descobrir sua própria identidade
sobrenatural e o que seus poderes significam. Agora ela vai precisar deles mais
do que nunca, porque está sendo assombrada por outro espírito, que insiste em
dizer que alguém que ela ama morrerá antes do final do verão. Se ao menos Kylie
soubesse quem ela precisa salvar e como... Mas a maior causa de seus problemas
são os dilemas do coração. Kylie sabe que precisa decidir entre Lucas, o
lobisomem que conheceu quando ainda era garotinha, e Derek, um fae muito
atraente, para não correr o rico de perder os dois. Mas o romance vai ter que
esperar, porque alguém do lado sombrio do mundo natural se esconde em Shadow
Falls.
Antes de mais nada, preciso dizer que não há spoilernessa
resenha. Vocês podem ler tranquilamente.
Esse é o segundo volume da Série Acampamento Shadow Falls, o
primeiro, “Nascida
à Meia-Noite” já foi resenhado aqui no blog.
Em “Desperta ao Amanhecer”, continuamos acompanhando a saga
de Kylie Galen para descobrir o tipo de sobrenatural que ela é e, assim,
entender mais sobre sua identidade. Enquanto tenta descobrir quais são suas
características e em qual grupo se encaixa, Kylie vive no acampamento com seus
novos amigos e faz parte do triângulo amoroso mais fofo de todos.
E, claro, sem esquecer o novo fantasma que está a
assombrando e lhe dizendo que alguém que ama está em perigo. Mas Kylie não
possui mais nenhum tipo de informação para ajudar a tal pessoa e o espírito não
parece querer colaborar com ela.
Enquanto vive todas essas questões, há um dilema pairando
sobre todos os moradores do acampamento: estão acontecendo coisas estranhas que
levam à crer que há algum intruso no local e eles precisam ter todo o cuidado
do mundo para descobrir quem possa ser e o que ele está querendo antes que seja
tarde demais.
É até difícil fazer a resenha desse livro, porque amo essa
série, então fico com receio de não conseguir transformar meus sentimentos em
palavras da forma correta. O segundo volume da série Acampamento Shadow
Falls segue a mesma linha do primeiro, e fico feliz com isso, tendo em
vista que alguns autores acabam se perdendo nas continuações.
Esse volume ainda não responde todas as nossas perguntas,
mas acrescenta novos elementos à trama, que acabam nos deixando mais intrigadas
e ávidas a encontrar respostas página após página. Claro que estou louca pelas
continuações. O terceiro volume, Taken at Dusk, acaba de ser lançado lá fora e
não vejo a hora de vir para o Brasil também (eu sei que o segundo acabou de chegar,
mas já estou ansiosa).
A leitura flui de uma forma maravilhosa, com personagens
espirituosos – é difícil não se encantar por algum deles, até os vilões a gente
entende, porque são necessários –, uma narrativa incrível e bem movimentada,
com seres sobrenaturais para todos os gostos (vai de fadas a lobisomens,
passando por metamorfos, bruxas, vampiros, fantasmas, e até um gênero ainda não
identificado).
Uma característica que admiro no modo de escrever de C. C.
Hunter é a construção de personagens, já que ela se preocupou em desenvolver
todos eles com suas particularidades, e não apenas a protagonista e os mocinhos
que compõem o triângulo amoroso – como vemos em diversas séries por aí – e
ainda faz isso com maestria, com cada um vivendo sua própria vida e dramas, sem
ser muito extenso e muito menos cansativo.
Todos esses sobrenaturais convivendo juntos poderia acabar
embaralhando a cabeça do leitor, mas a autora sabe utilizar métodos que não
atrapalha a história e nem deixa assuntos soltos ou confusos, só acrescenta
mais conteúdo. E o melhor é que todos preservam suas identidades da primeira
folha do primeiro livro até a última do segundo (tenho certeza que nos próximos
volumes vai continuar assim, mas como só li até o segundo, só posso falar sobre
esses dois).
Gosto demais de todos os personagens, Kylie é uma
protagonista ótima, uma de minhas preferidas de todos que já li. C. C. Hunter
sabe escrever personagens masculinos encantadores que me fizeram suspirar em
todos os momentos. Della e Miranda são ótimas amigas, além de incrivelmente
divertidas. Os relacionamentos entre todos os personagens são muito bem
construídos e desenvolvidos.
Novas características e habilidades sobrenaturais surgem em
Kylie, fazendo-nos questionar, junto com a protagonista, sobre o passado de sua
família e sobre sua verdadeira origem, e a acompanhamos numa jornada de
autoconhecimento. Mas isso não quer dizer que a personagem tenha perdido sua
essência humana, pelo contrário, ela está em bastante evidência também.
O livro é em terceira pessoa, mas as vezes soa como
primeira, já que acompanha a história e os sentimentos de Kylie de perto. Tenho
certeza de que, quem gostou do primeiro volume da série, também vai gostar do
segundo por causa da preservação de narrativa, personagens e modo de conduzir a
história que C. C. Hunter apresenta, fazendo com que “Desperta ao Amanhecer”
seja uma continuação perfeita.
A única coisa que me deixa triste – mas não que vá afetar os
meus sentimentos pela série – é que eu torço pelo personagem masculino errado( Lucas ).
Certeza absoluta eu não tenho, mas acredito – e muito! – que a autora vá optar
pelo outro, até porque, a grande maioria dos fãs torce para esse outro (não é
que eu não goste dele, afinal C. C. Hunter consegue criar dois personagens
masculinos incríveis, fofos, românticos, etc., mesmo cada um tendo suas
particularidades tão distintas entre si. Mas quando a gente gosta mais de um,
não há nada que faça a gente torcer pelo outro.), e provavelmente ela vá optar
pelo agrado da maioria. Mas enfim, vou esperar pelo último volume para ter
certeza, afinal, a esperança é a última que morre.
O final de todos os capítulos continuam me deixando cheia de
vontade de ler o próximo, não dá pra acabar um capítulo sem querer continuar a
ler o começo do outro. Adoro esse método utilizado pela autora, porque a
história ganha mais ritmo e, consequentemente nos envolve mais.
Comentei que adoro os títulos da série? Cada um deles tem um
significado na história – e no livro em questão – e gosto muito quando isso
ocorre. A capa de “Nascida à Meia-Noite” é idêntica à original, mas o mesmo não
ocorre com “Desperta ao Amanhecer”, que tem sua própria versão nacional, que,
devo dizer, é linda e conseguiu superar a americana, que já era incrível. E,
seguindo a linha do primeiro, esse também é todo metalizado, mas agora puxado
para o verde.
Gostei muito que a Jangada (Selo do Grupo Pensamento) lançou
o segundo volume sem tanto tempo de intervalo do primeiro. Deu para saborearmos
o anterior e ficarmos aguardando esse sem esquecer muitas coisas que ocorreram
no anterior.
Nem preciso dizer que recomendo essa série. Um milhão de
vezes se for possível. Para quem gosta de um livro YA, que conta com diversos
tipos de sobrenaturais, uma trama sempre em movimento, personagens
maravilhosamente bem construídos e um triângulo amoroso super fofo, então
comece a ler, porque tenho certeza de que também vai se encantar por Kylie e
todos os outros personagens, vivendo nessa trama incrível.
Um comentário:
Olá... Também devorei os dois livros (e também estou torcendo pelo Lucas - me apaixonei por ele!). Sabe me dizer quantos livros tem essa serie?
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